Salve! Salve! Jabor...




Fonte: Veja Online
23/09/2010

Os tropeços, as pequenas alegrias e as descobertas do menino Paulinho, na metade do século passado no Rio de Janeiro, abriram oficialmente na noite desta quinta-feira o Festival do Rio de 2010. A Suprema Felicidade marca o fim do jejum de 24 anos de Arnaldo Jabor como diretor de longa-metragem de ficção e tem, entre outros méritos, o de funcionar também como uma espécie de ode à cidade na primeira noite de gala do festival, dando a largada para a exibição de mais de 300 produções de 60 países.
À noite, no cinema Odeon, no Centro do Rio, centenas de convidados compareceram à pré-estreia do filme de Jabor, que chegou às 21h30 confirmando esse clima “I Love Rio”. Todo de preto, de terno e gravata, Jabor disse que o Rio de Janeiro está tendo uma “renascença cultural, artística e até social, com as Unidades de Polícia Pacificadora”.

“Depois de tomar porrada durante 40 anos, a cidade tomou vergonha e está tomando a peito sua própria renovação. O carioca está voltando a ter orgulho de ser carioca, porque há alguns anos a gente tinha vergonha de dizer isso”, afirmou Jabor.

O diretor Andrucha Waddington, que assina a direção do longa espanhol Lope, filme que encerrará o festival, comemorou a volta de Jabor. “Por 15 anos eu disse a ele que voltasse a filmar”, contou.

Na saída do cinema, o diretor Bruno Barreto contou que se divertiu muito vendo o filme. "Eu não espera que fosse tão engraçado. Ri muito. É tão leve. Me surpreendeu porque eu achava que seria um filme mais sério, solene. E o filme é completamente despretensioso, leve e delicado", analisou.

Bruno comentou ainda a escolha de Lula, O Filho do Brasil - filme de seu irmão, Fábio Barreto, que está em coma desde janeiro após um acidente de carro - para representar o Brasil na disputa por uma das cinco vagas de indicação ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira da premiação do ano que vem. "Fiquei muito feliz sobretudo porque foi uma decisão unânime da comissão julgadora. E fico triste por meu irmão não estar podendo participar de tudo isso. Mas quem sabe ele está ouvindo?"

Antes mesmo de ver o novo filme de Jabor, a atriz Guilhermina Guinle já tinha certeza que iria adorar. "A sensibilidade, a inteligência e a visão de mundo dele devem estar na tela. É uma pessoa tão interessante que só pode ser um filme interessante", justificou a atriz, que chegou sem o marido Murilo Benício, ocupado com as gravações da novela Ti-ti-ti.

Já atriz Fabíula Nascimento - que em breve estreia o humorístico Junto e Misturado, na TV Globo, com a turma de Bruno Mazzeo - resumiu o espírito da noite. "Adoro o trabalho do Jabor. Depois de tantos anos sem filmar, abrir um festival desses é tão importante para ele quanto é para a gente".

Mas nem todos tiveram a sorte de poder assistir à sessão. Atrasados, a atriz Ana Paula Arósio e seu marido, Henrique Pinheiro, não conseguiram lugar. Só restou ao casal passar o tempo no bar do Cine Odeon, tomando champagne, para depois seguir rumo à festa de abertura do festival, no Centro da Ação e da Cidadania, no bairro da Gamboa. "Já que perdi o filme, tenho que garantir a festa", brincou.

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