Mix cultural leva cerca de 3,6 milhões de pessoas por mês às atrações de Nova York

Milhares de pessoas devem estar planejando uma viagem a Nova York neste momento. A cidade recebeu 44 milhões de visitantes em 2006 - 3,6 milhões de pessoas por mês. Vida urbana, mix cultural, teatros e musicais, cinema, restaurantes, cafés, museus e compras são as atrações da cidade.
Executivos, estudantes, professores, celebridades da música e do cinema e profissionais liberais de dezenas de países se integram a uma população já bastante diversificada etnicamente. Os rostos de Nova York, no metrô, nos teatros, nos shoppings, são os rostos do mundo inteiro. Britânicos e os vizinhos canadenses são os campeões do turismo internacional por lá, seguidos por alemães, japoneses e italianos. Quem vai ou volta à metrópole quer ver o que já viu muitas vezes desde longe: filas de arranha-céus, o Central Park, o Empire State Building, a Estátua da Liberdade, a ponte do Brooklyn e o hoje buraco no lugar do World Trade Center são apenas meia dúzia dos ícones norte-americanos que há décadas ganharam o imaginário universal em canções, filmes e telejornais. É uma cidade já tornada imortal na arte do cineasta Woody Allen, do cantor Frank Sinatra ou do escritor Paul Auster, morador do Brooklyn, entre tantos outros norte-americanos e estrangeiros que se sentem profundamente inspirados para criar diante da beleza e do caos do lugar.
Não foram menos trágicas as mortes nos metrôs de Madri e Londres, mas foi em Nova York que os grandes atentados do século 21 deram a largada, em setembro de 2001, derrubando duas torres de 110 andares cada. Naquele ano o número de turistas foi inferior ao dos dois anos anteriores, voltando a crescer em 2003 e subindo desde então. O trauma não foi purgado e possivelmente nunca será, o que não impede a indústria turística de absorvê-lo e incluir o local de milhares de mortes, no sul de Manhattan, como atração de visitas guiadas. Um tour virtual, pelo telefone celular, enumera 16 paradas no Marco Zero, onde até 2009 será erguida a "Torre da Liberdade", ainda mais alta do que as devastadas.
Arte e mundo animal
Os acervos de arte da cidade estão entre os mais importantes e pesquisados do mundo, e a visita aos museus e centros culturais proporciona uma prazerosa reconciliação com a humanidade. Metropolitan, MoMa e Guggenhein guardam objetos, telas, esculturas e instalações capazes de levar especialistas e turistas ao êxtase. Em poucos dias, dá para acrescentar ao "acervo afetivo" obras famosas de Rembrandt, Van Gogh, Monet, Matisse, Picasso, Kandinsky, Chagall, Maplethorpe. A lista não tem fim e ainda se completa com os artistas de concorridíssimas exposições itinerantes.
O Museu de História Natural figura na lista das 10 principais atrações da cidade, junto da Times Square, Central Park e Zoológico do Bronx. Crianças e adultos experimentam nas alas dos dinossauros e mamíferos uma legítima hora do espanto. Na lojinha do museu, um dos souvenires é sanduíche de sorvete para astronautas. Onde mais daria para comprar isso? Na Lua?
O Central Park se espicha por cinco dezenas de avenidas, da 59th Street até a 110th Street, ao norte da ilha de Manhattan, já no Harlem, é aquela imensidão de árvores, gramados, lagos e refúgios bucólicos, com vizinhança de milionários, tem programação distinta a cada estação.
No Bronx, fora da ilha, os mundos animal e vegetal do Zoológico e do Jardim Botânico reservam surpresas encantadoras, de cerejeiras em flor a tigres siberianos.
Outro programa diurno tentador é freqüentar os restaurantes de renomados chefs na hora do almoço, para o menu a preço fixo: em geral, três pratos armazenam combinações únicas de aromas, temperos e texturas. No inverno, um festival celebra a gastronomia congregando cerca de 200 restaurantes com promoções para almoço e jantar durante duas semanas.
Luzes da cidade
Entre os cartões postais que têm seus efeitos amplificados à noite estão o Empire State, aberto para visitas no 86º andar até a meia-noite, e a Times Square, com seus espetaculares painéis de luz desde 1917.
Longe da Broadway, a vida noturna nova-iorquina tem como mecas o East Village, berço do punk e de ativistas sociais, o boêmio Greenwich Village e o Chelsea, da "central gay e lésbica", a Christopher Street. Mesmo as compras compõem a diversificada programação para as madrugadas: a Apple Store, na Quinta Avenida, é uma das lojas que nunca dormem.
Confirmada a viagem, Nova York exige planejamento prévio, como acontece quando o destino é Londres, Paris, Roma ou Berlim. Metrópoles como estas oferecem opções em excesso, e sem saber o que se deseja há o risco de gastar os dias em lojas de departamentos e casas de fast-food que existem em qualquer lugar.
A internet facilita a compra de ingressos para espetáculos com meses de antecedência. Jornais e revistas locais, também na web, informam sobre programação cultural, novos restaurantes, clubes, DJs e megaexposições de arte a caminho da cidade. Com ou sem plano de metas, a primeira coisa a fazer é ficar feliz quando se decide ir a Nova York. Ficar bem feliz por conseguir ver toda aquela pulsação e energia criativa antes que o mundo acabe.

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